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Fabiana Thome
Comentário ·
há 7 anos
Parábola da Advogada em Início de Carreira – parte 1
Dra Lorena Lucena Tôrres
·
há 7 anos
Doutora (desculpe-me, não resisti), parabéns pelo texto!!!
Transparente sua veia humorística, que, como declarou, parece estar no “dna cearense”.
O humor, aliás, costuma ser a forma do brasileiro apresentar sua verdade, quando ela está mais para tragédia que comédia. Graças a Deus, por isso!!!
Além do texto, dei-me ao trabalho de ler os comentários, então, cabe, igualmente, responder à senhora (que pode também ser Doutora, não faço ideia) Janaína Bruno, que pelo que se observa, tem pouco apreço pelos representantes de nossa profissão.
Guardadas as circunstâncias, é fato que, advocacia é uma profissão em que, ser excelente no que faz, ter conhecimento técnico extraordinário, advogar em causas pacificadas, nada disso garantirá que a sua próxima ação tenha êxito, porque, não importa o que você faça, quem decidirá é outro, conforme as próprias convicções dele (e, não se engane, não é, necessariamente, conforme a lei) ou “próprias relações” ou qualquer outro fundamento “extralegal”. Lembrem-se, são homens e mulheres, com a “imparcialidade” que todo ser humano é capaz de observar.
Dito isso, senhora Janaína Bruno, sinto que tenha tido péssimas experiências, mas, não conheço nenhuma outra profissão em que, mesmo que você tenha razão, mesmo que o juiz diga que você tem razão, mesmo que os desembargadores digam que você tem razão, mesmo que os ministros digam que você tem razão, você poderá “vencer” e não “levar”, isso depois de vários (e, sejamos sinceros, vaaaaaaaaaários anos) de labuta no Judiciário (os precatórios estão aí para comprovar).
Ah!!! Não esqueci. Há péssimos profissionais nesta área, sim, como em qualquer outra, mas, como se diz sempre que um policial, um juiz, um prefeito, um médico, um contador, um administrador, um enfermeiro, um promotor, um carcereiro, um militar, um presidente, um ministro de estado (e a lista vai longe....) é “pego” agindo de forma criminosa ou, no mínimo, incompetente: existem “maus” profissionais, mas não são a maioria e não representam a classe.
Por fim, o fato é que advogados são necessários e obrigatórios em qualquer sociedade que se declare um “Estado Democrático de Direito” (as letras maiúsculas foram propositais).
Feitas as considerações acima, Lorena (desculpe-me a informalidade), torço para que Judite aprenda, sobreviva e prospere, porque, a sociedade precisa de advogados e, com certeza, de bons advogados. Assim como torço que a senhora continue escrevendo, porque, igualmente, a sociedade precisa de boa leitura e, sem dúvida, de descontração.
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Fabiana Thome
Comentário ·
há 11 anos
O tormento de quem só quer servir bem
Rafael Costa
·
há 11 anos
Inicialmente, cabe parabenizar o autor do texto, não só pelo exemplo, pela leitura do problema, mas pela clareza na exposição. É importante chamar a atenção para a inversão de valores, como bem declarou o autor. O ente político (Município, Estado, União) possui problemas internos (falta fiscalização, competência, seriedade, honestidade), então, melhor repassar o ônus à sociedade, seja aos empresários, seja ao cidadão comum. A criação de regras estapafúrdias e de atividades acessórias em profusão servem somente para que o ente político repasse a outros as responsabilidades que são suas e, no fim, não há qualquer ganho, porque, o empresário aumenta os custos, o consumidor recebe serviços piores com preço mais elevado e os entes políticos continuam falidos porque o "ralo" da corrupção ou da incompetência na gerência do dinheiro público continua aberto. Seria bom lembrar o que informa a
Constituição Federal
, que possui a valorização da iniciativa privada como fundamento e como princípio geral da atividade econômica.
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